domingo, 8 de novembro de 2009

Poemas no Ônibus e no Trem de Porto Alegre

POETA ÀS PRESSAS
Achei que era fácil
versar o que sentia
tentei virar poeta
da noite para o dia.
Rimei minha quimera
e meu sonho-utopia
com a tal da primavera
e aquela luz do dia.
Preocupado com a rima
esqueci da poesia.
(Ricardo Porto)

sábado, 7 de novembro de 2009

SEM DESTINO



Eu poderia ficar pelo mundo

correndo atrás de estrelas cadentes

E decadente que fui corri atrás de você

Devia mesmo era ter corrido atrás de estrelas...


Agora vejo que você não é uma estrela

E aquelas cadentes há muito tempo não existem

Foi tudo mais um sonho meu

eu vi a estrela cair...


Andei pelo mundo perdido

Feito cão que caiu da mudança

Então corre atrás de carroças velhas

Sem saber pra onde ir...


Cães não uivam para a lua

Quem faz isso são os lobos...

Eu olho para a lua enquanto sonho contigo

Enquanto penso em amor, beijos ardentes

E corpos quentes que se tocam...


Mário Feijó

07/11/2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Coletânea ETERNOS AMORES


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

POEMAS NO ÔNIBUS E NO TREM

É o CEA no Ônibus de Porto Alegre
Neida Rocha

Maria Chirlene

Caroline Szarko

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MINHA FLOR...


No meu jardim, plantei uma rosa,
Cuidei, cultivei, aguei todo prosa,
Para mim, era a flor mais linda do mundo,
Tinha orgulho, dedicação e amor profundo.

Das pragas, doenças, enfermidades a protegia,
Doei meu amor, minha vida enquanto crescia.
Tornava-se forte, e pra vida despontava,
Difícil demonstrar o quanto a amava.

Do meu jardim, então começou a caminhar,
Passos vigiados, do jardineiro a chorar,
Sabia que o destino assim a levaria,
Dor, medo, saudade, mas também alegria.

Dever cumprido, da semente agora crescida,
Aprender a dividir minha flor com a vida,
Nos acertos, da sua alegria compartilhar,
Sofrer, e estar ao seu lado quando chorar.

Meu jardim agora está vazio,
Relembro saudoso, os anos a fio,
Dever cumprido, talvez ele esteja,
Sentimento guardado com tristeza.

Jardineiro eu fui, e para sempre serei,
Para o resto da vida, ao seu lado estarei,
Aguardo ansioso, poder te ajudar,
E uma nova flor poder cultivar.

(Carlos Melo de Andrade)


sábado, 24 de outubro de 2009

Quatro haicais e um livro

Viajar no tempo
E viver no mundo todo
Dentro do livro

Na natureza
Tudo se modifica
Menos um livro

Qualquer estação
Você julgará a melhor
Se ler um livro

Folhas de árvores caem
Outras voltam a crescer
Do livro jamais.
(Ricardo Porto)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

VIVER É UM ESPETÁCULO DIÁRIO



Quando entraste em minha vida
Eu não te prometi o paraíso
Mas deixei muito claro
Que minha vida era um circo...

Não que eu seja palhaço
Nem tampouco um animal enjaulado
Mas te avisei que todos os dias
Seriam dias de espetáculo...

Vivo de sonhos e fantasias
E penso que a vida só tem graça
Se vivermos todos os dias
Como na estreia de uma nova temporada...

Aos poucos me desnudo
Ando no trapézio
Visto todas as fantasias
Quando não posso as lágrimas caem
Sou novamente o palhaço que negava
Porque o espetáculo tem que continuar...

(Mário Feijó)